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Sucesso da 'nova MPB', Khalil fala sobre seu primeiro álbum autoral

Fevereiro 05, 2021


Sucesso da 'nova MPB', Khalil fala sobre seu primeiro álbum autoral

O cantor e compositor paulista, Khalil, apresenta ao público seu mais recente projeto, o álbum “De Cara pro Vento” (Maianga Diascos/Dubas), com treze faixas autorais.

O cantor viu sua conexão com a música no norte do país. Khalil aos 13 anos, deu o pontapé inicial ao seu amor pela música, começou suas composições na adolescência acompanhado de um violão em uma estadia em Belém do Pará.  Em 2019 foi surpreendido pelo fotógrafo e produtor brasileiro radicado em Portugal, Sergio Guerra, que conheceu o trabalho de Khalil pela a internet através da faixa “Quem é Deus”, e o convidou a gravar seu álbum.

Ouça agora: “De Cara pro Vento”.


Aproveitamos a oportunidade e conversamos com o artista a respeito do novo projeto, sobre o processo de criação, parceria com Sérgio e o que o público pode esperar. Confira:

ST) – “De Cara pro Vento”, chega com 13 faixas autorais, tem composições iniciadas desde a sua adolescência até pouco tempo, o que o público pode esperar deste projeto?

Khalil - Trata-se de meu primeiro álbum, uma síntese do que compus desde quando me descobri músico, aos treze anos, até inspirações que tive durante sua gravação.

ST)- É perceptível a sua ligação com o Norte e Nordeste do país, as faixas transcendem muito bem esta troca de energia. Como é esta conexão com você? e quão importante para sua arte?

Khalil - Comecei a tocar violão na capital do Pará, fui o único de minha família materna a nascer fora do estado, sou sorocabano. Minha avó paterna veio de Garanhuns - PE para São Paulo aos sete anos, as histórias de sua infância no nordeste me inspiram, muitas de minhas canções são sobre isso. Sou apaixonado pela arte nortista e nordestina, ritmicamente devo muito a ela.

ST)- O álbum é um belo exemplo de arte atemporal, você fala de existencialismo, ancestralidade, política, cultura, afeto, no desfilar de cada canção. Como foi o processo de criação do disco? Qual canção que mais mexe com você?

Khalil - O disco ganhou forma a partir do convite para sua gravação, até então o que eu tinha era um repertório autoral de aproximadamente sessenta canções e uma perspectiva pouco concreta, confesso que minha maior dificuldade em todo o processo de feitura do ''De Cara pro Vento'' foi selecionar as músicas que o compõe. No estúdio não fiz nada muito diferente do que costumava, cantei e toquei sem metrônomo, Alê Siqueira foi sábio ao sugerir que isso valorizaria a simbiose entre meu violão e voz. Na escolha dos arranjos Alê foi muito sensível e intuitivo, chegou a acrescentar um Hang Drum na faixa que abre o CD, ''Força'', por ter me observado tocar um entre uma gravação e outra. Tivemos muitas surpresas enquanto discutíamos a roupagem das músicas, uma grande alegria foi a atriz Lucélia Santos ter dito sim ao meu convite, dando voz para a faixa ''Botas Imundas''. Sem dúvida ''Força'' é a que mais me emociona, às vezes é difícil canta-la sem deixar a garganta amarrar.

ST)- Sergio Guerra conheceu seu trabalho pela internet através da faixa “Quem é Deus”, esta faixa é incrivelmente interessante, o que você gostaria de passar ao público nesta composição?

Khalil - Esse é o tipo de inspiração que, no mundo ideal, seria impossível ter. ''Quem é Deus?'' é uma divagação sobre deus com ''d'' minúsculo, deus político, deus como ferramenta de manipulação, contraponho deus a Deus quando digo que Deus está aqui e em nenhum outro lugar, é divino estar presente.

ST)- E para 2021, quais os projetos do Khalil, para este ano que recém começou? 

Khalil - Enquanto a pandemia não acabar estarei fazendo o que fiz em 2020, participando de eventos virtuais. No dia dez de fevereiro, quarta, às 19h eu e Alê Siqueira vamos estrear o novo projeto do Sesc, ''Cio da Terra - Entre Escutas'', será uma audição comentada para algumas faixas do ''De Cara pro Vento''. No mais continuo disponível às boas ideias.


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