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Suricato fala sobre seu novo projeto 'One Man Band' e nova indicação ao Grammy Latino

O evento ocorrerá no dia 22/10/2020

Rodrigo Suricato apresenta ao público o primeiro de dois EPs gravados da última live do artista e lançado pela Universal Music, intitulado “One Man Band”.

O novo projeto apresenta o multiartista em um formato diferente, “One Man Band”, modernizando o estilo criado por músicos de rua no início do século XIX. Sozinho, Suricato faz sua própria banda, cantando e tocando vários instrumentos simultâneos.

O novo material de Rodrigo apresenta faixas escolhidas dos três discos anteriores além de covers de artistas, como:  "Olhos Castanhos" (Luísa Sonza) e "Purple Rain"(Prince).

Confira a entrevista com Rodrigo Suricato, o artista fala sobre o novo projeto, e a felicidade em ter sua segunda indicação consecutiva ao Grammy Latino.

Ouça agora “One Man Band” nas plataformas digitais. AQUI! 

 

ST)- Como você desenvolveu a ideia do formato “banda de um homem só”?

Rodrigo – Eu me sinto voltando ao meu trabalho antes de ser amplificado pela televisão, eu estava neste momento, só que agora com reconhecimento para uma abordagem modernista de como os músicos de rua se apresentam, trazendo elementos contemporâneos para o folk, tirando ele da fazenda e levando para a cidade grande. É um projeto que eu venho desempenhando há uns 6 anos e é minha perfeita tradução, é o Rodrigo completo em um trabalho, algo que com banda não acontecia sempre, estou muito feliz de ser sozinho a versão completa do meu trabalho.

 

ST)-  Antes da Pandemia você chegou a tocar ao vivo com o novo formato, como foi a recepção do público? Quantos instrumentos você toca em cada apresentação?

Rodrigo – Instrumentos no palco são mais de dez, simultâneos até cinco, e meu grande cuidado foi para que não fosse uma performance caricata, sem essência, como um “One Man Band” se apresentaria nas ruas ou como o Justin Timberlake se apresentaria, a minha abordagem foi trazer ao pop contemporâneo. E quanto ao público, é um tanto curioso, muitos não acreditam que aquele som todo está sendo reproduzido no palco, é muito bacana.

 

ST)- Quais foram suas principais influências nessa nova etapa da carreira?

Rodrigo – Eu Sou fã de muitos artistas, mas não refletem no meu trabalho, como do projeto “Bahamas”, que acho maravilhoso, (do músico canadense Afie), do Bon Iver, gosto muito dos artistas lá de fora que conseguem ser coletivos e também individuais dentro do mesmo projeto, o que difere com o que vemos no Brasil, que se reflete entre banda ou artista solo. Da para ser um artista solo e contar com um processo mais coletivo.

 

ST)- Agora você está divulgando o EP ao vivo do projeto, com dois covers um tanto quanto inusitados. Como surgiu a ideia de regravar Luiza Sonza e Prince?

Rodrigo – Tenho como tradição a pegada do rock e blues, justamente por causa do Barão Vermelho, e o legal é da uma quebrada na cabeço do público quando me vê tocando uma música da Luisa Sonza, e flertar com a música popular, admiro a força da Luisa, força feminina, falando de liberdade e com posicionamentos fortes, fazendo sua arte, e admiro, quanto o Prince, é uma das minhas grandes influências, além de ser um estupendo guitarrista, não se limitou apenas a isso, um enorme dançarino, compositor e por aí vai da minha grande admiração.

 

ST)- Podemos esperar mais covers deste tipo nós próximos lançamentos?

Rodrigo – lancei este ano um projeto chamado “Suricateando”, projeto violão e voz, gravei até faixa do Raça Negra, canções para as pessoas escutarem em casa de canções já conhecidas, e por sinal, todas faixas que eu toco em casa... Até o fim do ano eu lanço um novo single, e ano que vem, se tudo der certo, um novo disco com banda.

 

ST)- O EP “Na Mão as Flores”, foi indicado ao Grammy, conta pra nós sobre a importância deste trabalho na sua carreira, desde as composições, o lançamento e agora a indicação?

Rodrigo – Em 2020, receber uma indicação, não tem como bancar o blasé e não comemorar isso, estou muito orgulhoso dessa indicação onde representa justamente minha transição do formato banda para o “On Man Band”, ela afirma minha certeza e convicção dos meus caminhos artísticos. Minha segunda indicação para o Grammy consecutiva, de onde eu vim é muito importante, sendo que na primeira eu faturei a premiação (em 2015), ela afirma o quem é o Suricato, o Rodrigo, e quem estiver do lado dele. O projeto é basicamente sobre isso, sobre liberdade, uma linguagem bem difícil que fiz de romper com o formato banda e me permitir buscar a felicidade neste momento. Esta indicação saúda a ideia de ser fiel ao meu propósito.

 

Créditos da imagem: Renan Oliveira

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Tags: Bate Papo
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