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Bemti fala sobre o processo de criação e inspiração para o novo álbum ''Logo Ali''

O evento ocorrerá no dia 15/10/2021

No fim de setembro, o cantor mineiro, Bemti, lançou seu mais recente trabalho, o álbum “Logo Ali”, projeto realizado através do edital Natura Musical, com 12 faixas. O álbum conta com várias participações e colaborações especiais.

Fernanda Takai, Jaloo, Josyara, duo ÀVUÀ, o artista português Murais, além de musicistas convidados e colaborações com artistas, como Roberta Campos e muito mais, estão presentes em “Logo Ali”. A produção musical é assinada por Pedro Altério e Luis Calil, com direção do próprio Bemti.

Em conversa com o portal, o artista fala sobre o processo de criação do álbum, como surgiu o convite para as parcerias e o que espera do futuro. Bemti, também confirma sua felicidade com o novo projeto e convida a todos conferirem, o álbum “Logo Ali”. Ouça AQUI 

ST)- Conta como foi o processo de criação e gravação do álbum “Logo Ali”?

Bemti - Foi um processo longo... Eu escrevi o projeto para o Natura Musical em 2019 e desde aquele ano já tinha definido o nome, seria “Logo ali”, tinha o conceito do que ia ser. Veio logo depois das eleições de 2018, era um disco que já tinha um sentimento meio de mundo acabando, e veio a pandemia, o repertório ficou muito atravessado por esses últimos anos. As músicas que eu comecei a fazer antes da pandemia, algumas ficaram mais fortes, outras perderam sentido, e várias outras surgiram nesse último ano e meio.

Acabou que quando a gente estava realmente definindo o repertório no começo desse ano, já em estúdio, rolou um funil, e a gente escolheu as músicas que contariam melhor essa história, que é um disco muito narrativo. Eu estou muito orgulhoso do resultado dele enquanto disco inteiro, a gente teve um trabalho muito meticuloso, muito intrincado em como construir essa narrativa, em como os elementos aparecem e se conversam, em como as músicas se transformam umas nas outras, então esse clima foi muito milimetricamente pensado. Eu gosto muito de discos assim, que são discos complexos e cheios de camadas, cheio de intersecções. Então acabou que com o atraso que veio por causa da pandemia, não foi um contexto bom, muito longe disso, mas com esse tempo eu tirei tudo que eu consegui de energia mental, emocional e vital, para construir o disco o mais incrível que eu conseguisse, e eu brinco que é o meu Arcade Fire particular, desde o começo eu queria que tivesse essa grandiosidade.

ST)- Antes mesmo do lançamento de “Logo Ali”, você lançou alguns singles, o mais recente “Quando o Sol Sumir”. O que está música significa para você e por que da escolha?

Bemti - Já tinha saído três singles antes da “Quando o Sol Sumir”, começou com “Catastrópicos”, com participação do Jaloo, “Samba!”, com participação do duo ÀVUÀ, e a “Se Entrega” que saiu em agosto. “Quando o Sol Sumir” veio uma semana antes do lançamento do disco, para realmente ser o carro chefe, ela é muito especial.

Sou muito fã do Pato Fu, desde criança, e do trabalho solo da Fernanda Takai, ela foi muito importante e em alguns momentos bem decisivos da minha vida, inclusive como músico. ‘Tive a oportunidade de tocar com ela em 2016, então é muito bonito ter ela nessa música, e é uma parceria minha com a Roberta Campos, que, enfim, é mineira também, a gente tem ali um santo mineiro que bate.

Eu comecei a compor essa música em Colónia, no Uruguai, eu estava em janeiro do ano passado numa turnê pelo sul, toquei em Porto Alegre pela primeira vez, toquei em Buenos Aires e Montevidéu, meus primeiros shows fora do brasil, o show de Buenos Aires foi esgotado, foi lindo! Um dia depois desse show eu estava em Colónia, e boa parte da música veio nesse dia. Eu e Roberta já estávamos falando há um tempão em fazer uma música e várias ideias e tal, e aí quando veio “Quando o Sol Sumir” foi “Nossa, é isso” aí já mandei pra Roberta. Mas a gente só a terminou esse ano, então pra mim, ela traz também essa memória muito bonita, dessa turnê no sul, logo no comecinho de 2020, antes das coisas degringolarem.

ST)- Em “Logo Ali”, você conta com participações especiais, como surgiu a ideia de trazer estas parcerias para novo álbum?

Bemti - Eu não sei exatamente quando ele ficou tão megalomaníaco, mas acho que por ter a Natura Musical envolvida, por ter esse suporte, eu acho que me permiti fazer um trabalho realmente grandioso. Gosto muito das coisas que surgem desses encontros, da arte que surge quando diferentes universos artísticos se encontram, gosto muito dessa participação que têm motivo. Então, são muitas pessoas no disco, se você for ver o disco completo no Youtube, dá para entender um pouco o tamanho do quebra cabeça que é.

Mas desde o começo, junto com a produção musical, (Bemti assina a direção), Luis Calil e do Pedro Altério, a gente tinha a preocupação desses encontros soarem coesos e que tudo tivesse um sentido. E acabou ficando um pouco como se fosse uma celebração dessa proximidade que só existe na música. Por causa da pandemia, nesse último ano e meio, pouquíssimas das gravações foram feitas próximo de mim, a maioria foi feita a distância, tem todas essas participações, mas estava cada um num canto, e no disco estava todo mundo junto. Eu acho isso tão bonito, como se o disco fosse uma celebração que está ali, que existe ali dentro e que agora, se a gente tiver sorte, a gente vai poder repetir no mundo real.

ST)- Tem algum artista com quem gostaria de trabalhar no futuro?

Bemti - Eu queria muito poder gravar com Milton Nascimento, em questão de artistas brasileiros, não tem ninguém que seja um sonho maior do que o Milton, “Logo Ali”, é um disco extremamente inspirado por ele. Não vou mentir, tentei convidá-lo para o disco, não deu certo, talvez fique para próxima, (risos). Queria muito que ele escutasse, porque realmente é muito inspirado pela obra dele.

Em questão brasileira é isso, agora eu tenho muita vontade de colaborar com artistas principalmente do indie estrangeiro, tem várias pessoas de Portugal que eu tenho muita vontade. Agora, por causa das redes, como Instagram, Twitter, eu já me vi conversando com pessoas de bandas que eu sou muito fã, do indie britânico, americano... e pessoas superacessíveis!

ST)- Para concluir, o que o Bemti espera para o futuro?

Bemti - Momento terapia assim, porque é a sensação mais contraditória eu estar botando esse disco no mundo, que pra mim, que sou formado em audiovisual, roteirista e editor também, é de longe o meu trabalho mais bonito que eu já fiz na vida. E é muito contraditório estar lançando esse disco e não ter a menor segurança, a menor confiança de que eu vou poder trabalhar com ele ano que vem por causa desse contexto que a gente está, de terra arrasada, que está começando a cair nos eixos.

Estou começando a marcar show presencial, que é incrível, mas ainda está tudo muito difícil. Eu não tenho selo, não tenho gravadora, não tenho agências milionárias, é um futuro de muita incerteza, eu realmente não sei. O que eu consigo torcer nesse futuro próximo é que o disco realmente chegue num número de pessoas muito grande! É um disco que por mais que tenha complexidade sonora, tem a coisa da viola caipira, tem muitas referências de gêneros diferentes.

Um disco que tem um potencial de alcance popular muito grande, torço que chegue ao público, as pessoas!  

 

Créditos da imagem: Rafael Sandim

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Tags: Bate Papo
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