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Cantora MEL fala da sua conexão com Rita Lee e Gil e aguardado álbum solo

O evento ocorrerá no dia 26/09/2021

Conhecida pelo público da cena independente, a cantora MEL, ganhou projeção nacional entre os anos de 2010 e 2018, como integrante da Banda Uó. Após encerramento da banda, a artista segue em carreira solo e planeja muitas novidades!

A cantora prepara para os próximos meses o lançamento de seu primeiro álbum solo, trabalho muito esperado pelos fãs. Antes, MEL preparou algumas surpresas para o público: duas regravações de grandes mestres da música brasileira. O primeiro com “Mutante”, da cantora e compositora Rita Lee, faixa já disponível nas plataformas de música, ouça AQUI, e Emoriô, original do João Donato e Gilberto Gil, faixa já gravada que deve chegar aos streamings em breve.

Aproveitamos a oportunidade e batemos um papo com a cantora, sobre as novidades da carreira como o primeiro álbum de estúdio, sobre as regravações e o seu momento reflexivo durante a pandemia. Confira:

ST)- Banda Uó foi um grande marco da cena independente, com um som bem característico da banda, o que você traz desta época para seus projetos atuais?

MEL – A banda Uó foi um grande marco, a gente fez história e revolucionou muita coisa no mercado, e assim, não foi proposital, - mas que bom que aconteceu porque fez uma abertura para toda a cena POP que estamos vendo atualmente. O que trago para minha história da banda é um pouco da minha experiência com o palco, com a música brasileira, a música independente... Eu aprendi muita coisa com os meninos, com o nosso público, e sou muito grata a tudo isso que rolou... E o que vai vir, é o que é a Mel, se a gente pudesse pensar em algo que pudesse vir da banda, é o 1/3 dela, que no caso sou eu, acho que é bem por aí, com meu jeito mais brasileiro, meu jeito mais debochado em algumas letras, posturas e indumentárias, um pouco mais de maturidade, porque o tempo passou e não sou mais aquela menina.

ST)- Você surpreendeu seus fãs com a releitura de “Mutante”, uma faixa atemporal de Rita Lee, e anunciou que seu próximo lançamento será a releitura de Emoriô, original do João Donato e do Gilberto Gil, o que estas faixas significam para você?

MEL - São músicas muito bonitas e que tem um grande significado para a nossa cultura, são músicas clássicas e muito atuais, e fiz esta loucura de colocá-las em minha voz.  Primeiro de mutante, porque fala de mutação, eu acredito que vivemos em eternas mutações, a gente nasce, cresce, aprende, se reproduz ou não, envelhece, morre, ama ou surta, o que é uma grande mutação. A Rita Lee para mim é um grande ícone de letras, ela é uma rainha do POP, do Rock, Brasileira. E João Donato e Gilberto Gil, sem palavras para descrevê-los, e esta música, “Emoriô”, eu ouvi muito na voz da Fafá de Belém, quando eu conheci um pouco das religiões afro-brasileiras, eu imergi muito em Oxalá, e esta música fala sobre, fala sobre paz também, e é uma música dançante, foi um desafio que eu fiz a mim mesma em cantar esta música em uma outra sonoridade, um pouco mais dançante, mais eletrônica. São músicas clássicas, que todo mundo ama e eu sou apaixonada.

ST)- Qual a importância destes mestres da música popular em sua formação artística?

MEL - João Donato, Gilberto Gil e Rita Lee, são nomes intocáveis da música brasileira, e formaram meu caráter, desde pequena eu sempre ouvi muita música popular brasileira, sempre amei muito estes cantores e compositores maravilhosos. Para mim é uma grande honra ter tido a autorização deles em poder cantá-las, espero que eles gostem, que não se sintam ofendidos (risos), que se divirtam com esta nova roupagem que trouxe, são grandes mestres!

ST)- Você pretende lançar um novo álbum com as releituras?

MEL - Sobre um álbum de releituras talvez não seja minha pretensão, eu gravei estas duas músicas de uma forma muito especial, e logo na sequência eu pretendo trabalhar o meu álbum, mas tudo pode acontecer neste meio termo, nossa cabeça nesta pandemia e no meio destas impossibilidades, viajam muito, mas de um modo artístico, o que salva a gente. Eu tenho voltado muito no tempo para ver o que estes artistas fizeram de grandioso para o nosso país e impactaram na vida e na cultura de todo mundo, resgatar isso pra mim, é muito importante! Só não sei se eu teria a capacidade de fazer um álbum de releituras, teria que ser estudado, talvez depois do meu álbum, não sei, mas por enquanto curtam estas duas músicas.

ST)- Estamos há quase dois anos vivendo em isolamento, devido a pandemia, como você fez para deixar acesa a chama artística neste período?

MEL – O que eu fiz para me manter viva nesta pandemia foi fazer o que eu gosto, escrever muito, me percebi analisando muitas coisas também, transformando tudo que eu posso, o que eu tenho em mãos, em música, em texto, em imagem, e foi o que me salvou! A perspectiva no meu álbum também ajudou, tanto tempo esperando, e com a pandemia desacelerou todo meu processo, então a ansiedade está aí, comendo, mas é por isso que eu vivo!

ST)- E para 2022, na esperança um país vacinado e protegido, o que os fãs podem esperar?

MEL - Espero que as porteiras estejam abertas e a gente posso sair por este mundo a fora levando a nossa cultura, a nossa arte, levando o Brasil! Podendo resgatar de alguma forma nosso patriotismo, resgatar nosso brilho no olho em relação ao nosso país. Acho que a cultura é o que salva, a gente precisa desta força! Então espero que tenha muitos shows, muita intervenção artística, que as ruas sejam ocupadas... Que tenha muita cultura para curar esta ferida que ficou durante este tempo de pandemia, e este governo que acabou com muita coisa. Espero também que eu esteja com meu disco lançado, que as pessoas curtam bastante, que eu esteja em vários festivais, vários circuitos, trocando com vários artistas soluções que eu tenho!

 

Créditos da imagem: Ivan Erick

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