Super Transado
Se acontece, está aqui

Thomas Roth apresenta ''Ouro Velho'', um projeto que celebra os seu 52 anos na música

Outubro 11, 2021


Thomas Roth apresenta ''Ouro Velho'', um projeto que celebra os seu 52 anos na música

Materializada em 52 faixas, a ideia do projeto vem sendo semeada desde 1998 e, agora, finalmente é apresentada ao público. Ouro Velho, como Thomas Roth define, é um projeto que traz 'embutido' um “manifesto anti-etarismo” e é a forma como o cantor, compositor e produtor musical optou para expor sua máxima potência artística a despeito da idade. “Estou maduro, seguro e muito feliz. Sinto que, hoje, o conjunto da obra traduz bem minhas várias facetas musicais”, ele afirma. A canção inédita que intitula o conjunto, “Ouro Velho”, inicia o ciclo de lançamentos e está disponível nos aplicativos de streaming, ouça aqui, pela Elemess. Um registro audiovisual do primeiro single está disponível no YouTube do músico, assista aqui. 

Logo no primeiro verso da canção que abre a série de lançamentos semanais, Roth sintetiza o ímpeto que inspirou o projeto: “Sou como ouro velho. Sou velho, mas ainda valho”. Trata-se de uma crítica ao etarismo, toda forma de estereótipo, preconceito e discriminação baseado em idade. A faixa-título foi escolhida para reforçar que idade não determina invalidez. “Eu quero retomar de forma efetiva minha carreira como compositor, como intérprete, ocupar o meu espaço. Quero disponibilizar as minhas composições e, mais do que isso, continuar. Não quero parar”, manifesta o também ator, apresentador e jurado de festivais e realities.

Ao longo de 12 meses, o músico se prepara para entregar 52 canções que celebram os seus 52 anos de carreira, número escolhido despretensiosamente, por uma mera coincidência: “Eu não sou muito dado a comemorações. Mas, fazendo as contas, percebi que estou mergulhado na música (desde a participação nos primeiros festivais, no final dos anos 60) há 52 anos. Um número que me lembrou a história de quando Elis Regina gravou minha música 'Quero', no disco Falso Brilhante (1976), que teve o espetáculo homônimo. Como eu tinha entrada franca nas apresentações, acreditem ou não, assisti ao espetáculo 52 vezes!”, lembra Thomas sobre os “detalhes” que culminaram no projeto que registra, em sua voz, composições que marcam a música nacional.

Entre baladas gravadas por Elis Regina e Wanderléa, samba gravado por Emílio Santiago, bolero por Angela Maria, pop pelo Roupa Nova e MPB “mineira” pelo Beto Guedes e Flávio Venturini, por exemplo, Roth acumula canções que, agora, são revisitadas. 

Distribuídas em estações do ano, as faixas não se prendem necessariamente às temáticas “Primavera”, “Verão”, “Outono” e “Inverno”, mas, sim, contemplando uma ordem de uma canção inédita seguida de uma regravação, procurando sempre diversificar, e todas acompanham um lyric vídeo. "Foi muito legal o trabalho de revisitar todas as músicas, as letras, foi um mergulho no passado e, ao mesmo tempo, um processo instigante e fascinante de garimpar novas canções. A lapidação de algumas letras que já estavam prontas, a mudança aqui e ali, foi uma grande “arrumada de gavetas", ele conclui.

Créditos da imagem: Bernie Walbenny


Mais Fotos