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Luiz Marenco fala sobre o projeto 'A Cidade Encontra o Campo' e novidades para 2018

Abril 23, 2018
Autor / Fonte: Super Transado


Luiz Marenco fala sobre o projeto 'A Cidade Encontra o Campo' e novidades para 2018

Nesta semana o projeto “A Cidade Encontra o Campo” com Luíz Marenco e Thedy Correa será apresentado pela primeira vez em Porto Alegre. A apresentação acontece na próxima quarta-feira, 25 de abril, no palco do Theatro São Pedro.

Aproveitamos a oportunidade e conversamos com o cantor nativista Luiz Marenco, onde falou sobre projeto, os 30 anos de carreia e também algumas novidades para 2018.

 

ST- Hoje, Luiz Marenco é um dos principais artistas nativistas, com grande renome artístico e também pelo seu público, como é olhar pra trás e ver que são quase 30 anos de carreira?

Luiz: Em 2018 faz 30 anos de carreira, às vezes eu fico pensando sobre, nesta semana eu recebi um mérito Farroupilha na Assembleia Legislativa e falei sobre este assunto, eu morava no pequeno distrito de São Jerônimo, chamado Quitéria com meu avô no campo, conheci a música através de Noel Guarany, Jaime Caetano Braun e Cenair Maicá, mas nunca imaginei que seguiria este caminho de cantador, e hoje, 30 anos se passaram,  com 24 discos, 3 DVDs, e fico lembrando daquele tempo que eu pegava uma guitarra e ficava tocando no galpão lá de fora, ou na casa de um amigo. Mais de 1000 histórias teria para contar, mas agradeço a Deus, aqueles que me incentivam diariamente a percorrer este caminho, as pessoas que gostam da minha música, as que choram, sorriem e retribui com carinho, este é o maior incentivo que eu posso ter, já que a música gera um sentimento.

 

ST- Você leva a arte e a sua música por todos os cantos do estado, com um público fiel, mas como é ver que ano a ano, ele vem se renovando?

Luiz: Nestes 30 anos, eu me lembro de quando eu comecei a cantar... Que não existia esta juventude que vai pra faculdade,  que anda no centro de uma cidade ou no interior com bombacha e alpagarta. Hoje eu fico muito feliz porque minha música chegou às universidades, cidades e também no campo, sempre renovando meu público.

Acompanho em minhas apresentações, eu vejo pessoas de 50 anos, que me prestigia desde o início da minha carreira, levando sua família, seus filhos aos meus shows. Ver que o seu trabalho é duradouro! Eu sempre digo: Que cantar a sua identidade é cantar a sua verdade!

 

ST- Mas vamos falar um pouco sobre o projeto “A Cidade Encontra o Campo”, como ele surgiu?

Luiz: É um projeto de alguns anos, mas tudo começou em 2006 quando Thedy Corrêa, que no tempo era diretor musical da Orbeat Music  me convidou para gravar um disco, aceitei o convite e gravamos o álbum “Querência ,Tempo e Ausência “, e durante as gravações, convidei Thedy para cantar a faixa que dá nome ao disco, um álbum que eu tenho um carinho muito grande. Ali começou uma amizade, um trabalho, mais um caminho da minha música.

 

ST- Qual a grande mensagem deste belo espetáculo?

Luiz: Um cantor de rock, que rodou o mundo, mas que é visível em sua voz e jeito que é do Sul, eu cantor regional, já andei este pais, América-latina e inclusive na China. Uma das mensagens é esta mistura, troca de experiências e vivências, eu canto as músicas de Thedy, ele as minhas, cantamos clássicos da música do Rio Grande do Sul.  Dois cantores, cantando a vontade e suas verdades em um espetáculo muito bonito.

 

ST- Este projeto é muito especial, fãs de outras cidades também estão curiosos para assisti-lo, existe a possibilidade de excursionarem pelo estado?

Luiz: Sim, já cantamos no PR, SC e em alguns lugares do estado do RS. A procura é grande, mas conciliar as agendas impossibilita às vezes de sairmos em turnê, mas sempre que possível acontece, a apresentação em Porto Alegre é produção nossa, estamos promovendo, já que ainda não tínhamos cantado na capital do Rio Grande, as pessoas chegam por muitas vezes sem saber o que vai acontecer, e saem com um sorriso largo no rosto.

 

ST- E para 2018, alguma novidade que pode adiantar para nossos leitores?

Luiz: Em maio, chega o DVD “O Primeiro Canto” que eu gravei com o músico Gabriel Selvage , na fronteira com o Uruguai, em Aceguá, numa estância que tem mais de 200 anos, logo as pessoas poderão ver, uma identidade muito grande com o campo. E para o segundo semestre um documentário sobre os meus 30 anos de carreira, cantando minhas músicas e minha história.


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