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Entrevista com Badauí, líder do CPM 22 nos bastidores do show em Porto Alegre

Julho 27, 2018
Autor / Fonte: Super Transado


Entrevista com Badauí, líder do CPM 22 nos bastidores do show em Porto Alegre

Em turnê pelo Brasil divulgando o mais recente trabalho de estúdio, “Suor e Sacrifício”, a banda CPM 22 se apresentou em Porto Alegre, no palco do Opinião, na noite do dia 26 de julho. Um espetáculo de hardcore a parte, com uma banda afiada, e cheia de energia, no set-list clássicos da carreira e claro, faixas do último disco.

Aproveitamos a oportunidade e batemos um papo com o vocalista Badauí,  sobre o novo álbum, a atual turnê e também pedimos um conselho para as bandas da nova geração. 

 

Confira abaixo:

 

ST)-  Como foi e esta sendo a reação do público com a atual turnê “Suor e Sacrifício”?

Badauí – A turnê tá bem legal! E a gente sabe que a dinâmica que existe hoje em dia, de divulgação de disco, artista, é diferente. O público demora um pouco pra digerir o disco, ouvir. Mas o balanço que a gente faz após um ano de turnê é que boa parte do público já conhece o álbum e canta as músicas, e por onde passo, recebo mensagens do público feliz com as faixas novas. Claro que isso se deve muito a internet, hoje tudo é muito voraz, a forma que se consome música e a arte em geral, mas a nossa vontade é seguir por um tempo com a turnê, até porque o Brasil é muito extenso.

 

ST)- Mesmo com um novo álbum ainda em fase de divulgação, nos shows, os fãs de forma geral querem ouvir também clássicos de toda carreira da banda, como foi preparar o set-list da atual turnê?  

Badauí – Apesar de a turnê ter a roupagem do disco novo, backdrop, as cores, fotos divulgação referente, o show é uma confraternização, como eu falei, o país é muito grande e tem cidades que estamos voltando depois de alguns anos, então não vejo o porque de tocarmos o disco inteiro, e também nem queremos, vai mesclando músicas novas, e ano que vem podemos voltar aqui e cantar hits que não cantamos hoje. O show tem que ter músicas de toda carreira, é um momento único alí.

 

ST)- Falando no novo álbum, na faixa “Never Going To Be The Same”, você divide os vocais com Trever Keith líder da banda Face to Face, como foi a experiência?

Badauí – Foi incrível! Um grande ídolo que agora se tornou um amigo. O mais legal de tudo é que não foi uma coisa forçada, a gente foi se conhecendo, nas vezes que vieram pra cá, fomos nos shows e trocamos ideia, ele só fez a letra e gravou a música bem depois que conheceu a banda, saber qual era a nossa história, saber que eles são nossa influência e tal. Foi uma coisa natural, e o interessante é ver como a vida é, nada é impossível, um grande ídolo participou do nosso disco e eternizou a voz dele na nossa discografia, incrível!

 

ST)- “Honrar Seu Nome”, é uma letra forte, onde mostra claramente sua história, mas agora este sentimento foi musicado e será um hino hardcore de muitos outros filhos, como você enxerga isso?

Badauí- É um momento que todo mundo vai passar, ou já passou, perdendo o pai ou algum familiar, toda a perda é dolorida e a vida é assim. É muito bom à gente ter a oportunidade de desabafar isso em música, é um sentimento que estava guardado em mim, escrevi esta letra no finalzinho da pré-produção do disco e cara, virou single, porque realmente toca as pessoas e é demais poder dar esse adeus e eternizar em poucas palavras a referência que meu pai foi pra mim, e toda vez que a gente toca passa um sentimento bem aflorado.

 

ST)- Vocês são referência para muitas bandas iniciantes, qual seria seu conselho para esta nova geração do rock?

Badauí - Cara, toque por diversão, não interessa quantas pessoas conheçam sua banda, mas passe sua verdade ali, e tenha a chama acesa referente aos artistas que você gosta, ao seu estilo e que sua inspiração converta em música boa, naquilo que você acredita e te deixa feliz.

 

ST)- Entra ano e passa ano e vocês retornam ao estado, e como de costume sempre trazem um público fiel, mas nos conta, como é cantar para os fãs gaúchos?

Badauí - Pra gente é demais, depois de tanto tempo de banda a gente chegar aqui e ver que as pessoas que cresceram junto com a gente e envelheceu do nosso lado, isso mostra que a banda é de verdade, toca as pessoas e não foi uma coisa pra ganhar dinheiro e muito menos passageira.


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